Bairro Três Barras

-------O atual bairro Três Barras trás, provavelmente, o seu nome da antiga fazenda Três Barras.
-------Até 1979, reduzia-se a uma casa residencial de propriedade do Sr. Marcílio Grespan, um Grupo Escolar, escola pública que foi demolida, a Escola Municipal do Bairro Três Barras e a igreja, que fora construída pelo Sr. José Lopes, em terras doadas pelo Sr. Luis de Marcos.
-------Em 1979, aprovou-se o loteamento planejado e projetado pelo Sr. Marcílio Grespan em terras de sua propriedade. Imediatamente iniciou-se a venda de lotes e hoje, o bairro se expandiu por áreas a que se deu o nome de Vila Grespan. Tal loteamento abrange 79 lotes e suscitou até hoje para o Bairro Três Barras os seguintes edifícios:
-------31 casas residenciais;
-------1 açougue;
-------3 empórios;
-------1 Subestação de energia elétrica;

------- Estas edificações abrigam 122 pessoas, que ampliaram significativamente a população do pequeno povoado.

Bairro Campestrinho

-------O bairro Campestrinho, que integra o município de Divinolândia, desenvolveu-se na fazenda do mesmo nome. Possui escola, centro de saúde, área de lazer etc, e uma população relativamente ampla.
-------O bairro oferece todos os anos copiosa produção de batata ao município... e ao Brasil. Suas terras têm rara beleza, bom clima, e se alastram por serras altaneiras e sucessivas que vão alargando o horizonte até se colocarem silenciosas e humildes aos sopés das serras paradisíacas e opulentas da vizinha cidade de Poços de Caldas.
-------Em Campestrinho o passante, turista a caminho de Poços de Caldas, ou viajante, apreciadores da indumentária natural da terra, podem se encantar com a beleza estonteante das araucárias, pinheirais extensos e, às vezes, árvores isoladas indicando, do alto dos montes, o firmamento largo... a liberdade e a espiritualidade do povo.

OBS.: Esse bairro, no século passado, tinha um nome curioso: “Janela da Ventania”.

Bairro Ribeirão do Santo Antônio

-------O Bairro Ribeirão do Santo Antônio, de uma beleza natural invejável, integra o município de Divinolândia. O povo, trabalhador contribui grandemente para a riqueza do município. É curioso notar que, em plena escravidão o bairro não produzia café, diferentemente do que ocorria em todos os outros bairros e fazendas do município. A cafeicultura teve início no bairro Ribeirão do Santo Antônio na primeira década do séc. XX, quase vinte anos após a abolição da escravatura.
-------Os escravos eram responsáveis por toda a mão de obra da lavou no bairro, no século passado e formavam vastíssimo número.
-------O senhor José Pereira da Silva, fazendeiro, por exemplo, possuía mais de cinqüenta escravos. Outros nomes conhecidos no Ribeirão do Santo Antonio eram, Manuel José da Silva, Joaquim Gabriel Junqueira, Lúcio Silvério, Domiciano José da Silva. Plantava-se naquela época a cana de açúcar, a mamona, o milho, o feijão, o arroz etc.
-------Alguns transtornos que ocorriam no país também incomodavam a população do bairro. Por exemplo, quando alguém falecia, o cadáver era sepultado em Divinolândia. A pé, os amigos traziam, num bangüê às costas, o corpo até a cidade. Nessa época não havia automóvel em Divinolândia, nem estrada transitável. Quando alguém adoecia, traziam o enfermo em sua própria cama até a cidade, para ser medicado.
-------A primeira casa do bairro foi construída por Domiciano José da Silva.
A primeira Igreja erigiu-se nas terras do senhor Gabriel Joaquim Junqueira. A primeira escola foi construída por Antonio Ferreira, Joaquim Batista foi o primeiro inspetor Quarteirão.
-------Durante a revolução de 1932, passou um pelotão pelo Bairro, um soldado desesperado pediu socorro a população, enterrou o fardamento e desertou... enquanto o povo do Ribeirão do Santo Antonio se encolhia, amedrontado, ouvindo tiros de canhão e de metralhadora na fuzilaria cerrada que varria a cidade de Caconde...
-------Hoje, o bairro Ribeirão do Santo Antonio está completamente mudado, conta com 1 escola de 1 º grau, 2 supermercados, 1 igreja, tem água e esgoto tratados, 1 centro de saúde com médico e dentista e as ruas do pequeno vilarejo asfaltadas. O plantio predominante é o café.

Bairro Quebra - Machado

-------O nome Quebra – Machado tem uma origem curiosa e engraçada. Pensou-se na existência de árvores na região cujos troncos fossem impenetráveis e que tivessem quebrado muito bons machados, o que teria inspirado a denominação. Na realidade, todavia, a origem é outra.
-------Os moradores do lugar habituaram-se a dizer “vou quebrar o Machado”, referindo-se ao Sítio Paiva – Machado, situado nas imediações, em terras altas. O sítio Paiva – Machado situa-se pouco acima do Sítio Quebra-Machado e recebeu o nome de seus proprietários.
-------De maneira que, para se dirigir ao Sítio Quebra – Machado, o caminheiro tinha (e tem) que passar pelo Sítio Paiva – Machado e descer um pouco, até o sítio Quebra–Machado. Aí está a origem do nome, porque “quebrar” no jargão do nosso povo, significa “virar, descer”, como em “quebrar a esquina” (virar), “quebrar o morro” (descer),. Concluindo, o sitio ao qual só se vai “quebrando” o sitio Paiva – Machado passou a se chamar sitio Quebra – Machado.
-------É curioso lembrar, que em 1877, quando pertencia a Joaquim Leonel de Paiva e a João Lopes de Paiva, a fazenda já se denominava Quebra – Machado.


(Fonte: Livro "DIVINOLÂNDIA NOS CAMINHOS DO TEMPO" de Orlanda Grespan de Faria E Valter Lopes")

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