-------À Rua XV de Novembro, ergue-se o prédio da Prefeitura Municipal de Divinolândia. Espaçoso e simples, de estilo modesto, o edifício foi, originariamente, casa de morada. Construída pelo empreiteiro José Lourenço, para a família Andrade, a casa de residência acolheu o Sr. Juca de Andrade, moço tímido, que fora acometido de uma doença incurável, que o punha em destaque aos olhos da comunidade, a lepra.
-------Nos sombrios compartimentos da vasta casa, o moço leproso encontrava calmaria para o espírito atormentado e de lá raras vezes saía às ruas. Toda a família passava ali a semana inteira, para descansar, pois eram três leprosos, pai, mãe e filho.
-------O tempo removeu da morada os três infelizes e o prédio foi vendido a uma sociedade composta por João Darcie, Silvio Ballerini e outros, que instalaram ali um clube de jogos, um rudimentar cassino.

-------O primeiro Prefeito de Divinolândia, Sr. Mario Mandoni, eleito em 31 de outubro de 1954, comprou o prédio e lá instalou a prefeitura de nossa cidade.
-------A Lei 2456, de 31 de dezembro de 1953, criara o município de Divinolândia, que passou a integrar a comarca de São José do Rio Pardo.

 

 

conquistara o respeito e o afeto do nosso povo, volta a beneficiar a nossa gente a primeiro de janeiro de 1963, ocupando o cargo de Prefeito Municipal, pelo qual fora eleito pela facção majoritária da nossa terra. Seu vice era o senhor Mario Prado Mendes, o presidente da Câmara, Frederico Zanetti. Os vereadores: Celso Bernardo de Souza, Alcindo Cardoso de Paiva, João Cabrera, Benedito Passoni, Braz Brandi Filho, João Batista Martins, Mario Mandoni e Nilson Faustino.

1967 a 1970


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Para ocupar o cargo de Chefe Executivo Municipal nesse período, o povo elegeu novamente o Dr. Alcindo Cardoso de Paiva. O vice foi o Sr. Olinto Cunha; presidente da Câmara, Braz Brandi Filho, que obtivera um sufágio popular incomum, com um elevado numero de votos. Os demais componentes foram: Benedito Passoni, Argemiro Grespan, Nilson Faustino; Álvaro Braz, Benedito Candido de Faria, Diomarcy Gonçalves de Oliveira; João Cabrera. Esse último, não assumiu o cargo, pois faleceu pouco antes da data do emposse. Substituiu-o o primeiro suplente Érico Darcie.

1971 a 1972

-------Para esse mandato tampa, a comunidade elegeu o Sr. Benedito Candido Faria. O Vice foi o Sr. Braz Brandi Filho; a professora D. Celina Thereza Bertocco de Paiva, foi constituída presidenta da Câmara Municipal de vereadores.
-------Os demais vereadores foram: Antonio de Moura; José Klebis Manzoni; Celso Bernardo de Souza; Santo Edival Castilho; Francisco Junqueira; Sebastião Igneide Medeiros; Aníbal Franchi Netto e Lazinho Aureliano Martins.
-------O Sr. Benedito de Faria atuou no cargo pouquíssimo tempo, apenas dois anos. Realizou o quanto pode e deu muita alegria ao nosso povo.
-------Suas prioridades não eram obras de alvenaria, mas de entretenimento e progresso pessoal dos cidadãos, se entusiasmava com festividades cívicas e as ampliava e aprimorava até níveis encantadores. Nas datas cívicas, chantava uma bandeira em cada esquina, coordenava pomposas solenidades com longos discursos e grandes atrações espalhadas pela cidade. Promovia grandes festas, ricas de detalhes, e cores, e sons, agitadas por jovens e crianças frenéticas, de olhos reluzentes...
-------Contratava fanfarras de colégios da região, notadamente de Poços de Caldas, grupos de pára – quedistas que saltavam à hora marcada, de grande altitude. Esse foi o descontraído mandato do Sr. Benedito Candido Faria.


1973 a 1976


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Para dirigir nossa cidade no período supramencionado, o povo elegeu o jovem e dinâmico Aníbal Franchi Netto. Mais um administrador arrojado que manteve o alto nível de operosidade dos prefeitos anteriores que tanto realizaram para o cinzelamento de nossa “feia e rústica” Divinolândia, denominada nos tempos idos “Sapecado” e “Espírito Santo do Rio do Peixe”, bem como “Povoação do Rio do Peixe”, nos dias da fundação.
-------O vice foi outro homem dinâmico, de grande importância para a história da nossa terra, o ex – padre, advogado e professor Ladislau Rodrigues Pinto.
-------O líder da Arena foi o Sr. Armando Grepan; presidente da Câmara: Celso Bernardo de Souza; os vereadores foram: Álvaro Braz, Luis Bianchetti; Roberto Martins; Antonio Haddad; Alfredo Vicente Ferreira; Francisco de Paula Ribeiro e Victor Bacetti.


1977 a 1982


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A 15 de novembro de 1976, o povo elegeu para Chefe Executivo Municipal o Sr. Oswaldo Lopes. Estava eleito vice o Sr. Alcindo Cardoso de Paiva. Presidente da Câmara dos Vereadores, Argemiro Grespan; vice-presidente, o Sr. Hélio Cancian Filho. Vereadores: Paschoal Alberto Passoni, Roberto Martins, Celso Bernardo de Souza; Luiz Bianchetti, Norvile Bento de Oliveira; Antonio Haddad e Victor Bacetti.
-------Ao término do mandato do Sr. Aníbal Franchi Netto, não houve candidato à sucessão, e o prefeito procurou o Sr. Oswaldo Lopes, homem de apreciável popularidade no município, para participar o pleito que se aproximava. O Sr. Oswaldo Lopes, que não tinha carreira política, recusou-se veementemente a disputar a prefeitura.
-------Sob insistência dos companheiros, o Sr. Oswaldo impôs a condição de ser candidato único, com esperança de que as duas maiores facções não a admitissem, o que certamente redundaria no seu afastamento dos círculos políticos, nos quais de repente se viu inserido.
-------Tendo vencido o pleito, na condição de candidato único, o Sr. Oswaldo Lopes tomou posse da prefeitura numa situação assustadoramente adversa: chovera torrencialmente no mês anterior e as águas trouxeram sérios transtornos para o município. Num verdadeiro dilúvio, os rios transbordaram e as águas arrastaram consigo todas as pontes do município.
-------As obras prioritárias, urgentíssimas e inadiáveis do Sr. Oswaldo Lopes nos primeiros anos de governo, foram as pontes sucedâneas.
-------A população estava ilhada e as pontes foram construídas em nível acelerado.
-------O prefeito Oswaldo Lopes se destacou também pela opulência das festas que realizava anualmente, durante os três últimos anos de sua administração, por ocasião do aniversário de emancipação da cidade.
-------Durante as festas, montavam-se STANDS para a exposição de produtos e equipamentos para a agricultura.
-------O povo de todo o município e principalmente os jovens deliravam com a presença dos mais famosos cantores da musica popular brasileira e da música sertaneja.


1983 – 1988


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E m 1983, o senhor Aníbal Franchi Netto retorna ao cenário político de nossa cidade. Disputou a prefeitura de Divinolândia com seu vice Dr. Luiz Pedro Gonçalves da Silva, e a conquistou brilhantemente. O Dr. Alcindo Cardoso de Paiva, ex-prefeito, se elegeu presidente da Câmara de Vereadores. Os demais vereadores foram: Alfredo Vicente Ferreira, Álvaro Braz, Antonio de Pádua Aquisti, Benedito Aparecido Passoni, João Cardoso, José Cabrera Quintana, Luis Sirça, Mauro Thomé Soares, Victorio Sorce e Hélio Cancian Filho.
-------O senhor Aníbal Franchi Netto se constituiu num ótimo prefeito municipal. Com sua onerosidade e com sua dedicação, mudou a roupagem de nossa cidade, dando conforto e bem estar a nossa gente. Com suas obras, inúmeras e utilíssimas, realizadas ao longo de duas gestões, apresenta-se como preciosa maquilagem no aspecto geral do município, que se torna, a cada término de gestão, cada vez mais belo... E mais rico.

1989 a 1992

-------Em 1989, o povo de Divinolândia resolveu renovar o cenário político e elegeu Chefe Executivo Municipal o senhor Dr. Luiz Pedro Gonçalves da Silva. Estava constituído vice o senhor Ivan Carlos Lopes.
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A Câmara de Vereadores se compõe de:
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Dr. Geraldo Fornari Junior, presidente; Mauro Thomé Soares, Paulo Correia Netto, Rovilson Candido de Souza, João Batista Vivarelli, José Braz, Santo Fernochio, Célio Ferreira, Paulo Roberto Perdão, Luiz Trevizan, Sebastião Aparecido da Silva, Hélio Aparecido Machado e Alcides José Ribeiro.
-------O Dr. Luiz Pedro fora eleito vice – prefeito para o governo anterior, do Sr. Aníbal Franchi Netto, e resolveu disputar a prefeitura após o término do seu mandato. Candidatou-se a Prefeito, contra o Sr. Aníbal Franchi Netto, isto é, contra o candidato apoiado pelo Sr. Aníbal Franchi Netto, que apresentava uma facção política bem consolidada em Divinolândia, e foi bem sucedido. O Dr. Luiz Pedro, médico, conhecido e estimado em todo o município, jovem e laborioso, e outro jovem e dinâmico comerciante e administrador de empresas, Sr. Ivan Carlos Lopes, filho do ex-prefeito Oswaldo Lopes, conquistaram nosso povo, que lhes deu a chefia do Executivo Municipal, a 15 de novembro de 1988.


(Fonte: Livro "DIVINOLÂNDIA NOS CAMINHOS DO TEMPO" de Orlanda Maria Grespan de Faria E Valter Roberto Lopes")

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